SPOK E ADELSON SILVA NO MUNICIPAL DE SÃO PAULO

A apresentação de Spok e Adelson Silva com a orquestra Jazz Sinfônica no Teatro Municipal de São Paulo neste domingo (23/09/2017) deve ficar registrada como um dos mais relevantes acontecimentos da história da música em geral e da música pernambucana em particular. É verdade que o mesmo espetáculo já foi apresentado em outras oportunidades, inicialmente pela Spok Frevo Orquestra, no Teatro Santa Isabel, do Recife, e em seguida com a própria Jazz Sinfônica, no Museu de Arte de São Paulo. Mas desta vez o show se revestiu de melhor entrosamento, com produção mais enxuta e objetiva, mostrando de forma didática a origem e o desenvolvimento do frevo, com alguns exemplos vivos de melodias que influenciaram os compositores. A Jazz Sinfônica, com sua composição mais completa do que a Spok Frevo Orquestra, incluindo violinos, violas, violoncelos e demais instrumentos, tornou a sonoridade mais encorpada, com jeitão de erudita. A regência do maestro José Maurício Galindo, com sua longa experiência à frente de grandes orquestras, confere ao frevo certa nobreza. O repertório conta com arranjos do Maestro Duda e do próprio Spok, que a certa altura deixa o saxofone e vira cantor. Ao sax de Spok junta-se a bateria de Adelson Silva, cujo pai, Manoel Bombardino, foi maestro por muitos anos da Corporação XV de Novembro banda de música gravataense. (Com ele tive minhas primeiras aulas de solfejo). O programa contou com Passo de Anjo, de Spok e João Lira; Frevo em Goiana, do Maestro Duda; Os Domingos no Poço, de Candido Lira; Dia de Frevo, do Maestro Duda; no Coreto, polca José Ursicino; Capenga, de Eugênio Fabrício; Odeon, de Ernesto Nazareth; Desculpe-me Nazareth, de Fernando e Reinaldo de Oliveira; Canhão 75, de Nino Galvão; Folião Ausente, de Sivuca; Relembrando o Norte, de Severino Araújo; Mexe com Tudo, de Levino Ferreira; Cabelo de Fogo, de maestro Nunes; Cocada, de Lorival Oliveira; Último Regresso, de Getúlio Cavalcanti; Último Dia, de Levino Ferreira; Sabe lá o que é isso, de João Santiago; e Vassourinhas, de Mathias da Rocha/Joana Baptista. Especialmente para o evento, as músicas foram adaptadas, com arranjos de Spok e de Maestro Duda. A apresentação será mostrada em breve no programa Concertos, da TV Cultura, que todo sábado à noite nos brinda com o que há de melhor em música erudita no Brasil e no mundo.

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