CONSELHOS AO IDOSO

Dia do Idoso - 1º de outubro de 2013







Se não conseguir correr, ande. Nem sempre correr é a melhor opção. Se não conseguir comer,  coma pelas beiradas - dependendo do que houver no prato, é uma delícia. Se não conseguir voar, como nos sonhos, abra os braços como se estivesse a dez mil metros de altura e solte a voz. Se não conseguir sonhar ligue o rádio baixinho - um clássico, desses com violinos em uníssono lembrando uma floresta, aves em profusão, claro-escuro se alternando à medida que se avança. 
Vá de mansinho pela calçada. Não precisa ser a da 5ª Avenida de Nova York, a da Rio Branco do Rio de Janeiro ou a Paulista de São Paulo.  Pode ser a principal de sua cidade, a trilha do sítio de sua infância, ou a calçada do ginásio em que você deflorou a sua vida.  De repente, pare como se pressentisse alguma coisa; olhe para um lado e para  o outro como se estivesse procurando algo, respire fundo e diga estou aqui, é o que importa. 
É sempre bom lembrar o primeiro amor, aquele que a gente jurou ser verdadeiro, único e insubstituível. Até encontrar o segundo, o terceiro e os que aparecem em sequência até o casamento,  nem sempre eterno como se espera. Questão de sorte, quem sabe? O meu, por exemplo, mal chegou aos dez anos. Quis condicioná-lo à felicidade de dois filhos mas a mulher, mais realista que o homem, achou que não valia a pena. A felicidade de cada um é mais importante, argumentava. Ao final, todos foram felizes para sempre - menos eu. 
Daí mais alguns conselhos, fundamentados no modernismo vigente: curta. Veja o filme de que sempre lhe falaram, leia o livro que sempre desejou, viaje ao país dos seus sonhos, fale tudo o que lhe vem à cabeça e não economize nada, nem o lenço de papel que lhe derem para chorar. Vale aquele adágio popularíssimo: amanhã será tarde demais! 

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