CARANGUEJO NO METRÔ




A polícia militar vai acompanhar o vai-e-vem do metrô do Recife para coibir a venda de caranguejos, sanduíches e outras guloseimas nos vagões, segundo a manchete de hoje (15/01/2020) do Jornal do Commercio. Os vendedores ambulantes oferecem aos passageiros os mais diferentes tipos de  comida e transformam a viagem num inferno, devido à agressividade das ofertas e ao empurra-empurra, daí a necessidade de um convênio entre a companhia de transporte e o Governo do Estado.
Consolo: pesquisa indica diminuição da violência nas dez principais cidades do Estado no ano que passou.
Não é de hoje que Pernambuco sofre com os altos índices de miséria e sofrimento da população. A Capital, Recife, acolhe generosamente grandes contingentes do Interior e de outros Estados, que ocupam marés, encostas, beiras de rio e tudo quanto é terreno inabitável e passam a viver de biscates. Sem mais espaço nas ruas e avenidas, cujas calçadas (às vezes os leitos também) são tomadas por vendedores de todo o gênero há muitos anos. Daí a invasão do metrô, que é utilizado por pessoas pobres, sem dinheiro para comprar sequer um sanduíche de mortadela, feito na hora, com o trem em movimento.
Os vendedores brigam entre si, na tentativa de conquistar o incauto comprador, normalmente sem dinheiro como ele. Por isso a necessidade do policiamento. Agora, a briga entre fiscais da prefeitura e ambulantes se amplia, transferindo-se das calçadas do Recife para os vagões do metrô.
Enquanto isso, grupos políticos diversos se digladiam na escolha do candidato a prefeito nas próximas eleições.
A única saída, segundo a Rede Globo, é transformar vendedores ambulantes em empreendedores, conforme seus generosos noticiários.

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